29/12/2008

gelado #177


Santo 2009.

gelado #176

1. There Will Be Blood
2. Le Voyage du ballon rouge
3. 4 luni, 3 saptamâni si 2 zile
4. Coeurs
5. We Own the Night
6. Gomorra
7. La Graine et le mulet
8. Les Amours d' Astrée et de Celadon
9. The Mist
10. Before the Devil Knows You're Dead

27/12/2008

gelado #175


A angústia do soldado no momento do fuzilamento. As habituais balelas reconfortantes do senhor vigário, prometendo o paraíso e demais luxos espirituais. Fora de Campo, a perturbação dos carrascos e a soberba dos canalhas dos patriotas, passe a redundância. E muito antes de se chegar a esse plano desta sequência, há o magistral uso do travelling como técnica de criar ansiedade e tensão nos meus costados. Planos longos, acção em "tempo real", uma comovente caminhada para a morte. Que "frio" e "calculista" e "cerebral" o homem era, pá. Aliás, se forem agora abrir a sua campa, não encontrarão por lá ossos, mas sim um endoesqueleto de metal, como o do Terminator. Fabuloso Paths of Glory.

gelado #174

1) Há dias, um assalto, no telejornal, foi musicado com "música da pesada", como dizem os antigos. O tele-espectador, eufemismo para tele-bovino, não pode ser poupado ao mais pequeno assalto pseudo-sensorial, sob pena de, calamidade, não reagir emocionalmente à piquena narrativa televisivazinha. Fideputas.

2) Há dias, apanhei na tv uma cena de uma qualquer série em que o James Woods distribuía indicações e palpites policiais aos seus ajudantes e estes respondiam-lhe com uma hilariante solenidade, algures entre o registo autómato e uma austeridade de pechisbeque. Na ficção televisiva há um impressionante medo da realidade e dos seus tempos mortos. Fideputas.

3) Há muito milhares de dias, mais especificamente a 1 de Agosto de 1936, aconteceu não só a sessão inaugural dos jogos do Sr. Hitler como a sessão experimental da maior inutilidade e do maior monte de merda tecnológico que a Humanidade ofereceu a si própria. Fideputas.

24/12/2008

gelado #173


Santo Natal.

gelado #172



É necessária uma luta tenaz para resistir à graça manipuladora de "Miracle on the 34th Street", mesmo com a providencial ajuda dos óculos descodificadores de Roddy Piper. Puro exemplo daquilo a que os americanos apelidam de "Hollywood Hokum" (bimbalhice de Hollywood?), este filme de Natal encaixa tão bem umas nas outras as peças do seu argumento que eu, ao cabo de vinte minutos, já me tinha tornado um crente na absurda premissa que dá corpo à obra de George Seaton. Filmes deste calibre familiar precisam é de competentes funcionários desprovidos de robusto ego atrás da câmara, para que actores (todos bons, Edmund Gween superlativo) e estória (simples e constrastante como a de um jornalista desportivo) se destaquem para deleite do espectador adormecido, tão adormecido que só muito tempo, três minutos, após ter visionado "Miracle..." é que perceberá que acabou de ver não um bondoso panegírico ás virtudes da fé e da imaginação, mas sim a um brilhante tratado sobre cinismo calculista revestido de bonomia natalícia. Ou então é o dito que se encontra apenas no meu turvo olhar, e o projecto foi construído e acarinhado com a mais pura e nobre das intenções humanistas. OK. Dêem-me mais disto, eu compro. Com Maureen O'Hara (27 anos) e Natalie Wood (9 anos).

gelado #171

Ainda sobre Robert Mulligan. Dele apenas vi um filme, precisamente o último, The Man in the Moon, e que marcou a estreia da Reese Whitherspoon. Visto há muito ano, pouco ficou na memória, a não ser um momento: quando a irmã de Reese sabe que o namorado morreu, vemo-la a subir devagar umas escadas, e a prostrar-se de seguida contra uma parede. Robert Mulligan, para mim, significará sempre uma adolescente a chorar encostada a uma parede.

21/12/2008

gelado #170


A informação expelida durante as quase três horas de Zodiac daria para preencher duas Torres do Tombo e meia estante do cardeal Pacheco. Não deixa de ser significativo que, no único momento do passado Fincheriano, exista uma brincadeirinha com a sobreposição de palavras movediças num travelling, caracteres que se sucedem uns aos outros sem ligação imediata e compreensível. Paradoxal (e não é, mas a palavra do dia de hoje é paradoxal) que num filme onde tanto se fala e em que o verbo predomina sobre a imagem apenas se obtenha como resultado...uma imagem, numa das melhores trocas de olhares do recente cinema americano. Um filme actualíssimo, nesta era da Sociedade do (Des)Conhecimento, onde por cada coisa nova guardada se perdem logo duas. Revisto em Dvd.

gelado #169

Os melhores de 1986.

gelado #168

1- (...). His latest inspiration—a film called Singularidades de uma Rapariga Loura ... and your guess is as good as mine how to translate that— (...).

2- Coincidências: ainda no dia anterior a este post, se falava, na tasca habitual, da obra em questão. Qualquer coisa como ter visto primeiro filmes underground argentinos, islandeses, ou experimentalismos nova-iorquinos e só muito mais tarde (há menos de um mês) se verem preciosidades clássicas. É um filme do caralho, e tenciono desenvolver um pouco mais esta sucinta apreciação crítica ao filme de Wilder.
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